Afinal, a ficha nacional de registro de hóspedes ainda é necessária?

Afinal, a ficha nacional de registro de hóspedes ainda é necessária?

A ficha nacional de registro de hóspedes (FNRH) é um documento muito importante para os hotéis, mesmo podendo ser incômoda para os clientes. Veja sua importância!

Quem já se hospedou em um hotel com certeza já vivenciou essa situação: Você está cansado, ávido por um belo banho e uma boa noite de sono. Ao chegar na recepção, o profissional lhe entrega uma ficha de cadastro, uma caneta e pede que os campos sejam preenchidos, isso quando não é preciso preencher a sua e dos seus companheiros de viagem.

Todo mundo torce o nariz para essa ficha, principalmente porque ela exige diversas informações pessoais e dá um certo trabalho, porém, ela é um documento muito importante para o universo da hotelaria e turismo.

Essa ficha é a FNRH, conhecida também como a famosa “fichinha” da recepção. Seu nome oficial é Ficha Nacional de Registro de Hóspedes e ela possui uma função bastante importante para os hotéis e para as autoridades que cuidam do turismo em nosso país.

Dada a quantidade de reclamações e preenchimentos sem muita boa vontade, muitos hotéis questionam a importância de ainda utilizar a FNRH em suas operações, e é isso que vamos explicar nas próximas linhas.

Confira por que a ficha nacional de registro de hóspedes ainda é tão importante e descubra como fazer de seu preenchimento algo mais dinâmico!

 

Afinal de contas, qual a finalidade da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes?

Na verdade, por mais que o cliente acredite ser um processo metódico do recepcionista, a ficha é uma obrigação de todo o empreendimento hoteleiro.

Existe uma lei, chamada Lei do Turismo, que obriga os hotéis, hostels e pousadas a registrar a movimentação diária dos hóspedes e colher dados. A principal finalidade é a coleta de dados estratégicos que permitem levantamentos interessantes sobre o turismo, como:

  • Quantidade de hóspedes que um destino recebe anualmente
  • Dados demográficos sobre os hóspedes de um destino (se são mais homens, mulheres, idosos, etc)
  • Quantidade de estrangeiros que visitam um destino
  • Ticket médio dos turistas em uma localidade

Essas informações auxiliam no desenvolvimento do turismo e fazem parte de um procedimento adotado pelo Ministério do Turismo para compreender quais os resultados do turismo brasileiro.

Além dessa informação, os dados colhidos ajudam a entender questões importantes, como os meios de transporte mais utilizados (o que gera margens para reflexão sobre melhorias) ou a avaliação que os turistas têm sobre um local e sua infraestrutura turística.


Qual o procedimento adotado com a ficha?

Não basta apenas seguir a Lei do Turismo e fiscalizar o preenchimento da FNRH. O estabelecimento deve manter uma cópia digitalizada e encaminhar os dados obtidos para o Ministério do Turismo por meio do SNRHos (Sistema Nacional de Registro de Hóspedes).


Qual o benefício para os hoteleiros?

Não existe nenhum tipo de bonificação direta para os hotéis que mantém suas FNRHs em dia. Porém, os destinos que contribuem com consistência para o Ministério do Turismo têm, em tese, mais chances de serem analisados com profundidade, permitindo ao MTur avaliar com precisão quais as necessidades de melhorias do local e que tipo de investimento deve ser feito para deixar o destino ainda mais convidativo e preparado para os turistas.


Existe alguma forma de otimizar o preenchimento da ficha nacional de registro de hóspedes?

Uma das maiores reclamações dos turistas é referente à extensão da ficha e seu preenchimento manual. Sem dúvidas, hoje em dia quase ninguém tem muita paciência para ficar completando fichas cadastrais com uma caneta, e isso é um grande incômodo.

Do lado de lá do balcão, recepcionistas e gerentes reclamam que a ficha faz o atendimento de cada hóspede (ou grupo de hóspedes) se tornar mais longo, reduzindo a eficiência do atendimento da recepção e irritando quem está na fila a espera da sua vez.

Pensando nesses dois dilemas, surgiram algumas soluções focadas em otimizar esse processo de preenchimento. Assim como acontece com os check-ins de aeroportos, foram desenvolvidos sistemas inteligentes de preenchimento da ficha cadastral. Eles podem ser feitos com antecedência pelos hóspedes, seja no conforto dos seus lares ou em seus tablets enquanto as malas sobem para o quarto.

O Check-in Express desenvolvido pela Check-In é um bom exemplo. Ela permite que os hóspedes façam o cadastro de entrada no hotel com antecedência, segurança, rapidez e comodidade.

Bom para os hóspedes, que não precisam ficar na fila e preencher a ficha nacional de registro de hóspedes com caneta e pressa. E bom para os hotéis, que podem integrar a solução com o PMS da Check-In e deixar o hotel mais rico de informações e com uma estratégia mais plena e agilizada.

Por mais que seja um procedimento “chato”, preencher a ficha nacional de registro de hóspedes é fundamental para os hotéis, para os turistas e também para os destinos, que só têm a ganhar com as informações cedidas pelos hóspedes.

Não deixe de estimular o preenchimento completo da ficha e traga mais modernidade para o processo ao adotar soluções digitais que agilizam essa demanda!



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